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Chery vai produzir motores no Brasil para desafogar fábrica da China

Na briga interna entre as chinesas, a Chery está ganhando espaço. A montadora, depois de ser a primeira a anunciar uma fábrica no país e de confirmar o investimento de US$ 400 milhões na unidade, vai nacionalizar também os motores que equiparão os dois modelos produzidos no Brasil. O presidente da subsidiária brasileira, Luis Curi, disse que a matriz decidiu pela produção de motores e caixa de câmbio aqui para desafogar a unidade chinesa.

“Ainda não definimos quanto será investido na fábrica de motores e nem o tamanho da capacidade produtiva, mas serão recursos substanciais já que essa unidade vai abastecer também toda a América Latina. A China ficará responsável em atender o mercado chinês, hoje o maior do mundo. Além disso, já definimos que serão fabricadas aqui duas famílias de motores, uma com motorização 1.0 litros e outra para 1.5 litros”, disse Curi.

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O executivo ressaltou que todas as decisões serão alinhadas nas próximas semanas. Ele viaja à China no dia 11 e deve trazer de lá “uma mala” com o projeto já definido. “A prefeitura de Jacareí, no interior paulista, já nos disponibilizou uma área de 1,5 milhão de metros quadrados para a instalação do nosso parque de fornecedores ao lado de nossa fábrica. Além disso, no terreno da unidade só utilizamos 400 mil metros quadrados de um total de 1 milhão de metros quadrados. Ou seja, não será difícil a instalação da fábrica de motores”, afirmou o executivo.

Com a fábrica de motores já decidida, a Chery vai postergar os investimentos em um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento local. Segundo Curi, todos os modelos que rodarão no Brasil já estão em desenvolvimento pela engenharia chinesa.

Os recursos, segundo ele, que seriam destinados às pesquisas serão aplicados em um instituto no Brasil, já que pelas novas regras automotivas, o InovarAuto, todas as montadoras instaladas aqui e as importadoras devem investir em pesquisa e desenvolvimento, caso isso não ocorra elas terão de aplicar 0,5% e 0,75% do faturamento em engenharia e inovação em uma instituição de ensino no primeiro ano das novas regras, ou seja, 2013.

“A matriz investiu US$ 200 milhões em um novo centro de pesquisas lá na China, então, nesse momento, não faria sentido mais recursos nessa área no Brasil”, afirmou o executivo. Ele ressaltou que no Brasil serão produzidos o Celer, com versões hatch e sedã e um subcompacto. “O nosso DNA é por modelos pequenos e não poderia deixar de ser aqui no Brasil também. É uma tendência do nosso mercado veículos mais urbanos”, disse Curi. A fábrica da Chery entra em operação no final de 2014, início de 2015 e o primeiro carro que sairá das linhas de produção será o Celer.

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