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Jac Motors já tem 11% do mercado de veículos importados no Brasil

A empresa chinesa Jac Motors encerrou o mês de Agosto com uma quota de mercado de 11,18% entre as empresas importadoras de veículos no Brasil, depois de ter iniciado a comercialização dos seus veículos em Março, informou a agência Estado.

De acordo com dados divulgados quarta-feira pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), a Jac Motors já vendeu 14459 veículos no Brasil, sendo que todas as empresas associadas da Abeiva, juntas, venderam este ano 129281 unidades.

A Jac Motors é já a segunda empresa na lista da Abeiva, logo depois da sul-coreana Kia, que de Janeiro a Agosto vendeu no Brasil 53.918 unidades.

Em terceiro lugar está outra chinesa, a Chery, que há dois anos comercializa os seus veículos no Brasil, onde vendeu 12.770 unidades nos primeiros oito meses do ano, o que representa uma quota de mercado de 9,88% do total de carros vendidos pelas associadas da Abeiva. Não é a toa que vemos tantos QQ por ai.

As vendas em Agosto de veículos importados por empresas que não possuem fábricas no Brasil duplicaram (mais 104,1%) em relação ao mesmo mês do ano passado e cresceram 11,3% na comparação com Julho, para um total de 20 420 unidades.

Entretanto, disposto a conter a entrada de carros chineses, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou quinta-feira um aumento de 30 pontos percentuais na taxa do Imposto sobre Produtos Industrializados aplicada aos automóveis e, em simultâneo, que as empresas do sector terão direito a um benefício fiscal desde que produzam pelo menos 65% das peças no Brasil e preencham 6 de 11 requisitos estipulados pelo governo.

Atualmente, não existe na legislação brasileira qualquer exigência de incorporação nacional e as empresas podem importar até 100% das peças para apenas procederem à montagem dos veículos no Brasil.

A partir de hoje, sexta-feira, com a publicação da medida provisória, os fabricantes de automóveis terão até 60 dias para comprovar que fazem no Brasil a montagem, fabrico de motor e transmissão, estampagem, pintura, injeção de plástico, entre outros itens.

Caso não consigam comprovar que fabricam as peças no Brasil, os veículos serão sujeitos às novas taxas do imposto que, no caso dos automóveis até 1000cc passará de 7% para 37% e entre 1000cc e 2000cc de 11/13% para 41/43%.

Claro que o governo brasileiro iria tirar uma casquinha do sucesso dos carros chineses no Brasil.

Vi na MacauHub

Sobre o autor | Website

Alexandre Carvalho é empresário na área de Marketing e Coaching. Uma das suas empresas é a Forcom, especialista em gestão de marketing e conteúdo. Ativo e interessado em diversas temas, tem como objetivo divulgar o segmento de Carros Chineses no Brasil.

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