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Montadora Chery quer absorver funcionários da General Motors

A montadora chinesa Chery, que deve iniciar suas atividades em Jacareí (SP) em 2013, iniciou as tratativas com o Ministério do Trabalho para absorver a mão de obra da concorrente General Motors, de São José dos Campos, que ameaça demitir 1.840 trabalhadores da Montagem de Veículos Automotores, setor previsto para ser fechado em novembro.
Segundo o Ministério do Trabalho, as tratativas entre executivos da Chery e o ministro do Trabalho, Brizola Neto, começaram há duas semanas, em um reunião que aconteceu em Brasília.

A Chery manifestou interesse em contratar a mão de obra considerada excedente pela montadora joseense. Inicialmente, a chinesa deve abrir entre 1.200 e 1.500 vagas em sua primeira fase de instalação no Vale do Paraíba – no segundo semestre de 2013. A GM ameaça demitir 1.840 funcionários em novembro deste ano.

Até 2014, quando a Chery estará em plena capacidade de funcionamento, a unidade deverá contar com 4 mil funcionários.

Cadastro

A intenção é criar um banco de dados com o cadastro de interesse dos metalúrgicos da General Motors. O modelo está em estudo e condicionado ao futuro das negociações entre a GM e o Sindicatos dos Metalúrgicos de São José.
A vantagem para a Chery seria contar com uma mão de obra já capacitada para o trabalho no setor automotivo, o que reduz tempo e custo para a qualificação dos novos trabalhadores.

Desde a última semana, 940 funcionários da GM de São José estão em layoff – suspensão temporária dos contratos – depois que o MVA deixou de produzir três dos quatro modelos que produzia na unidade. Um Programa de Demissão Voluntária (PDV) está aberto.

No período de layoff, que se estente até 30 de novembro, os trabalhadores estão fazendo cursos de qualificação profissional. A empresa não descarta as demissões após o prazo.
Outro lado

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, responsável pela negociação com a GM para a manutenção dos empregos na unidade, criticou a iniciativa da direção da Chery.

Segundo o diretor do sindicato, Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, o momento para este tipo de negociação é inadequado. “São questões totalmente diferentes. Nós não queremos discutir recolocação de trabalhador, queremos a garantia destes empregos na GM e é por isso que estamos lutando”, afirmou.

A meta da entidade é ampliar a oferta de empregos nas montadoras da região com a chegada da Chery, sem que aconteçam as demissões na GM.

Vi no G1

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