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Montadoras estrangeiras que se instalarem no país devem ser beneficiadas

Os ministérios do Desenvolvimento (Mdic) e da Fazenda estudam alternativas para facilitar a instalação de montadoras estrangeiras no país, após o governo ter elevado em 30 pontos percentuais a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o ingresso de automóveis importados.

De acordo com o ministro Fernando Pimentel (Mdic), a decisão deve premiar empresas que “estão assumindo o compromisso de investir no Brasil” e assegurou que a revisão do aumento do IPI não está em debate. Um técnico explicou que está em análise uma fórmula para dar um prazo maior às montadoras para que utilizem 65% de peças brasileiras ou do Mercosul.

O Mdic já analisa oficialmente duas propostas de montadoras que querem se instalar no Brasil: a alemã BMW e a chinesa JAC Motors, uma das maiores prejudicadas pela elevação do IPI. Porém, outras quatro fabricantes já teriam sondado o governo. São as também chinesas Chery e Great Wall, a franco-japonesa Renault/Nissan e a sul-coreana Hyundai.

Pimentel não quis dar prazo para adotar o “regime alternativo”, limitando-se a dizer que deve ocorrer até o final do ano. “Acho sim, que podemos ter um regime alternativo. Nossos técnicos estão estudando e devemos concluir os estudos até o fim do ano. Devemos estudar um regime alternativo para quem está querendo vir e assumindo o compromisso de investir no Brasil. O que nós já adotamos (o aumento do IPI para importação), já está adotado. Agora, (para) quem vem se instalar, existe disposição do regime alternativo. Ou fabrica no Brasil, ou vem montar no Brasil”, afirmou Pimentel, após o término da reunião do Ibas, grupo de países formado por Brasil, Índia e África do Sul.

O ministro ainda disse não temer retaliações de outros países, em razão do aumento da alíquota do IPI. Nem mesmo do Japão e da Coreia do Sul, que pediram explicações na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a medida que freia a entrada dos importados, manifestação endossada ainda por Austrália, Estados Unidos e União Europeia (UE). Este procedimento é um primeiro passo para eventual abertura de processo contra o Brasil no organismo.

Da Agência O Globo

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