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Possibilidade concreta de montadora chinesa no CE

O governo estadual negocia com uma empresa asiática a instalação de uma montadora de automóveis no Ceará. Na semana passada, o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado (Cede), Alexandre Pereira, reuniu-se com os possíveis investidores em São Paulo, e afirma que há possibilidades concretas para o negócio. Uma comitiva da empresa virá ao Estado nos próximos 15 dias.

JAC J3 Turin

“Não é das conhecidas, mas é uma montadora importante. Não podemos divulgar ainda a marca, a bandeira, porque a nossa conversa está sob sigilo, mas posso reafirmar que é uma empresa importante”, reforçou Pereira. Segundo ele, os empresários virão conhecer os atrativos oferecidos pelo Estado para investimentos, e visitarão o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), onde o presidente do Cede aponta ser a possível localização do empreendimento, caso concretizado.

Sonho antigo

A instalação de uma montadora em território cearense é um dos grandes anseios do governo estadual, que já realizou diversas visitas a empresas do ramo, especialmente na Ásia. O governo já prospectou montadoras como chinesa Chery, que acabou indo para São Paulo, as também chinesas JAC Motors e Foton (esta última, inclusive, chegando a assinar protocolo de intenções para uma unidade no Cipp), que agora estão em processo de instalação na Bahia. O vizinho Pernambuco também está na briga por estes empreendimentos e já garantiu uma fábrica da Fiat e uma montadora de caminhões da Shacman, empresa chinesa.

No fim do ano passado, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Roberto Smith, também adiantara que estaria em negociação com um grupo empresarial europeu para instalar no Ceará uma montadora, com o objetivo de fazer concorrência ao segmento de automóveis de baixo preço. Até agora, contudo, não foi informado nenhum avanço nesse processo.

Câmara de conciliação

O presidente do Cede informou ainda que está buscando instalar no Estado uma Câmara de Conciliação de Arbitragem Internacional, e tratou do assunto em São Paulo, estado que possui, assim como o Rio de Janeiro, estrutura do tipo. Segundo ele, a câmara tem o objetivo de agilizar a resolução de conflitos jurídicos de empresas estrangeiras com negócios no Estado. “Isso é uma coisa nova, que só tem na Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e na Fundação Getúlio Vargas (no Rio de Janeiro). As grandes empresas de fora, quando vêm se instalar no Brasil, muitas vezes ficam com insegurança se tiver algum conflito com as soluções juristas, que acabam sendo muito demoradas. Então, nessas câmaras, normalmente, as empresas colocam nos seus contatos que a solução dos conflitos inicia pela câmara de arbitragem empresarial”, esclarece Pereira, que conversou com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Sydney Sanches, e hoje presidente da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem (Ciesp/Fiesp).

Pereira informa que a câmara é uma solicitação do governador, e que a ideia é construir a do Ceará com parceria da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). O órgão atenderia a demandas do Nordeste. “Isso facilita os contratos. Ela tem o poder de justiça, porque é homologada pela Justiça do Brasil. É moderno, é novo”, defende.

Vi no Diario do Nordeste

Sobre o autor | Website

Alexandre Carvalho é empresário na área de Marketing e Coaching. Uma das suas empresas é a Forcom, especialista em gestão de marketing e conteúdo. Ativo e interessado em diversas temas, tem como objetivo divulgar o segmento de Carros Chineses no Brasil.

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